Só tem Rosquinha!


Um senhor chamado Levy, homem simples e muito educado vindo do interior, montou uma pequena mercearia. Era um estabelecimento simples, mas bastante acolhedor com poucos itens a serem oferecidos. Em poucas prateleiras ele distribuiu seus produtos, alguns doces, hortaliças, ovos, arroz, feijão, sal, açúcar, farinha, entre outras coisas, além de pão francês e rosquinha.
Não era muito pontual para abrir sua empresa. Ele também não produzia seus pães e rosquinhas. Chegava sempre pela manhã em sua bicicleta com um grande cesto cheio de pães e rosquinhas.
A vizinhança logo percebeu o seu atendimento carinhoso e passaram a experimentar sua mercearia para fazer suas pequenas compras ou eventuais compras de emergência.
Tudo ia muito bem, o negócio parecia ser promissor, o número de clientes só aumentando, mas a quantidade de pães não era suficiente para atender a demanda matutina. Ou o cliente chegava cedo para comprar o seu pãozinho ou ouvia apenas um sonoro “O pão acabou. Só tem rosquinha!”.
E cotidianamente o senhor recebia clientes e mais clientes querendo comprar algumas poucas coisas e pão francês, mas saiam decepcionados para as outras mercearias depois de ouvirem a famosa frase “Só tem rosquinha!”.
De tanto utilizar esta frase ele acabou ganhando o apelido de “Sr. Rosquinha”, ou para os mais íntimos apenas “Rosquinha”. O apelido virou sucesso na boca da meninada que frequentava seu estabelecimento e não parava de replicar tal apelido em várias frases criativas infantis.
Rosquinha foi ganhando fama por não desanimar de repetir sua frase, porém aos poucos foi perdendo sua clientela que lhe foi fiel por pouco tempo ao passo que iam desanimando, pois a pouca variedade de mercadoria e a obrigatoriedade de madrugar para comprar um pãozinho do Sr. Rosquinha tornava esta experiencia não muito atrativa e eles voltaram a comprar nas outras mercearias, panificadoras e supermercados locais com maior oferta de produtos e, o principal, tinham pão francês a qualquer hora do dia, além de rosquinha é claro.
Não bastava somente ser carinhoso e ter um apelido famoso e incomum. Após quase dois anos o Sr. Rosquinha fechou seu estabelecimento e passou a fazer parte da estatística de milhares de brasileiros que encerram seus negócios após investirem seu precioso tempo e dinheiro despreparadamente em seus sonhos de empreendedorismo.
Essa história é verídica e serve de exemplo para todos que querem ser bem sucedidos em seus negócios, mas não se preparam, não se capacitam, não se habilitam para obter tal êxito.
O empreendedor despreparado possui várias desculpas e os culpados pelo seu insucesso são vários: “Essa crise está acabando com o país!”, “Os meus concorrentes estão jogando sujo!”, “A clientela está querendo que minha empresa vire Instituição de Caridade!”, “Com esse tipo de funcionário qualquer negócio vai pro buraco!”.
Mas, o mercado é muito claro. Nele só há lugar no pódio para os melhores. Ou você se diferencia positivamente, ou será somente mais um no meio da multidão correndo risco de somar mais uma derrota em sua carreira.
Ter sua empresa lotada de clientes nem sempre é sinônimo de sucesso. Você precisa atualizar-se, estudar, entender o seu público consumidor, dominar o assunto e aplicar corretamente estratégias e táticas para redução de despesas, aumento de ticket médio, aumento de valor agregado, técnicas de adesão e retenção, controle de qualidade, entre vários outros. Prove para seu cliente que sua empresa entrega resultados.
Pouco conhecimento produz pouco resultado, conhecimento parcial produz resultado parcial, e grande conhecimento produz grande resultado.
Crie condições para que sua equipe se torne bastante eficaz e produtora de “riquezas”. Funcionários ruins normalmente produzem “prejuízos”. Não tente dar treinamentos de qualificação sem estar preparado pois, talvez, você também precise receber esse treinamento.
Se você não tiver cursos de qualificação e capacitação em sua cidade, compre bons livros, encontre bons vídeos e bons conteúdos na internet e defina reuniões com suas equipes para debater sobre cada capítulo ou assunto específico. Após as reuniões faça um incansável acompanhamento da aplicação prática das estratégias e táticas definidas para o período monitorando as métricas/resultados e ajustando evolutivamente o comportamento das equipes. E, lembre-se que todo colaborador (ou cargo) tem sua agenda com suas atribuições diárias, semanais, quinzenais, mensais, bimestrais, trimestrais, semestrais, anuais ou com qualquer periodicidade definida pelo seu negócio.
Reserve sempre em sua agenda um período do dia para Melhorar o seu Negócio, começando por uma peça fundamental, você mesmo.

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